É o fim! Ele anda à espreita muito antes da China pensar em se tornar uma grande potência, antes de Hitler declarar guerra ao mundo, antes de Moisés resgatar os hebreus no Egito ou do Curintia ganhar uma Libertadores (em espera).
Desde que Nostradamus vomitou suas profecias nos bares franceses de outrora,
Desenhos nas paredes, hieróglifos nas pirâmides do Egito, papiros reciclados, escritos em Machu Picchu, guerras e pestilências, Michel Teló, todas são provas irrefutáveis na boca das pessoas mais entendidas no assunto de que o fim se aproxima.
Anunciantes do fim estampam os tabloides que aterrorizam muita gente. Muitos tiros saíram pela culatra, é verdade, outros, de tão esdrúxulos, nem saíram. O mais alardeado agora é a profecia dos Maias. Bom, nessa eu até vejo um pouco de fundamento, afinal, eles começaram a destruição aqui pelo Rio Grande do Norte junto com os Alves.
Como a única história dos Maias que conheço foi escrita por Eça de Queiroz, eu decidi fazer algo diferente de tentar explicar o significado de 2012. Sabe aquela eterna dúvida: O que você gostaria de fazer antes de morrer? Tomei-a como um doente terminal e preparei uma lista de coisas que um típico campograndense precisa realizar antes desse final trágico ainda por vir. Ainda dá tempo. Por favor, morra, mas não sem antes fazer isso:

Visite a Serra: Como é que você já foi um bilhão de vezes no Lima e ainda não visitou nossas serras? João do vale ou Cuó? Tanto faz. Não é preciso chegar no cume ou voar de asa-delta de lá, basta subir até um ponto que dê para ver o panorama da cidade. Contemple a vista e se arrependa dos seus pecados. Ligue pra Deus, você estará mais próximo Dele por lá. Procure alguém que faça a expedição ou organize você mesmo, pois antes de morrer você precisa sentir o ar rarefeito das alturas montanhosas das nossas serras.

Tome uma na Via Costeira: Perceba que a frase está no singular, ou seja, não é preciso beber até o mundo girar antes do tempo, basta aquele velho copo a criar peixes para constar que você passou por lá. E daí que nunca houve uma praia de verdade nas redondezas, a água que você precisa é ardente e tem em fartura nos estabelecimentos lá presentes. Não importa se você não bebe, é evangélico, budista, mulçumano... encoste numa mesa pelos arredores, de preferência com os amigos, e circule durante cinco minutos (no mínimo, menos não vale) com o copo na mão. Se for menor de idade a gente perdoa essa, mas não os próximos, acompanhe:

Coma um Peixe no Morcego: Ainda não experimentou essa iguaria do médio oeste potiguar? Toda população de Caraúbas já experimentou e você que se diz campograndense ainda nem aí pro mamífero voador que nomeia aquela linda comunidade? É o fim mesmo! Vá lá criatura, não perca mais tempo. Note que o enunciado diz: coma um peixe NO Morcego e não DO Morcego, ou seja, você pode levar de casa, seja frito, cozido, cru, não importa, desde que coma lá, sacas? O que vale é dizer que você já comeu um peixe no morcego, mesmo que não tenha sido pescado em águas morceguenses. Então faça-me um favor, pegue o biquíni e corra para dar uns mergulhos no açude para

Coma um Salgado de Valdecir: Por falar em comer, aqui vai outra para categoria gastronômica. Essa figura já faz parte do imaginário popular da cidade. Escrevi sobre esse camarada com apelido de região anatômica nada publicável aqui, vale a leitura. Como um personagem participante da história de muitos na cidade, provavelmente ele fez parte da sua, se não, você não pode morrer sem que faça e deixar de experimentar um dos

Venha para Festa da Padroeira: “Ah, mas eu nem sou católico.” Esquece isso bestão. Quem é que está falando da programação religiosa? Isso foi no tempo dos nossos avós. Eu tô falando é de passear na cidade, pricipalmente nas praças, à noite. De paquerar as meninas que estão indo pra novena enquanto aguarda a hora de ir pro clube chacoalhar o esqueleto ao som das ambíguas músicas de forró. Tô falando é de bebericar nos quatro cantos da cidade. De ficar até de madrugada na rua para ver a alvorada com as bandas de música. Você é do tempo em que campograndense se chamava augustoseveriano e nunca botou os pés pra fora de casa no mês de julho? Essa pode ser sua última oportunidade, afinal, é o último ano que teremos a festividade, lembra? Não haverá 2013. Então prepare-se para esse ano, e se for homem, dê uma olhada nesses manuais sobre as mulheres que aparecem nesse período: (1) – (2) .
Tal qual um índio de uma tribo qualquer que precisa realizar alguns rituais para ser considerado homem perante os demais, um verdadeiro campograndense só estará completo e pronto para morrer depois de realizado esses cinco passos. Você não é campograndense e ainda sim os realizou? Então você merece ser condecorado com o título de cidadão campograndense em cerimônia solene entregue pelas autoridades competentes.
TODO campograndese gostaria de ver ainda uma porção de coisas, como a BR 110 revitalizada, uma educação de nível médio de qualidade e um melhor desenvolvimento econômico sem que este se baseie apenas em aposentadorias de idosos. Só para citar alguns. No entanto, esses são objetivos que precisam bem mais do que 12 meses para que sejam alcançados, por isso elenquei os cinco supramencionados como algo passível de se realizar, afinal, o que é realmente importante aparentemente morrerá com 2012, e se nos for dada uma nova chance eu espero que o próximo ano tenhamos algo pelo qual valha apena regozijar. E isso podemos começar agora, ainda em 2012.
Como diria meu amigo Érico, "é chicotada e tchau e acabou-se". O fim se aproxima, mais provavelmente desta página do que do mundo. Desculpem a demora para publicar algo. Um abraço a todos!
Mais um excelente texto João Paulo, um convite a leitura divertida e diferenciada, fato comum aqui em seu Blog.
ResponderExcluirAbração!
Obrigado pelas palavras, Michael, é bom saber que ainda visita o blog.
ResponderExcluirUm abraço!
Como sempre, muito bom.
ResponderExcluirTentarei fazer os 3 que não fiz, antes do fim do mundo nesse ano.
Parabéns pela produção e capacidade, JP.
"prove que você não é um robô"
ResponderExcluirpoxa... fiquei triste!
Aposto que é visitar a serra, tomar uma na via e comer um peixe no Morcego, tô certo, Sara?
ResponderExcluirRobô? Qual o motivo de tristeza? (...)
#)
ResponderExcluir:x
Caro João Paulo, como sempre produzindo textos inteligentes e diferenciados. Só quero dar-lhe "um puxão de orelha" sobre, quem sabe, sua falta de tempo para escrever mais. Abraços. Sim, parabéns pelo mestrado.
ResponderExcluirRuston Liberato
Brigadão Ruston. Vou ver se compro tempo para publicar mais.
ResponderExcluirAh! Me avisa quando for aparecer lá por Paulo pra gente levar um papo.
Abraço!
Ah Rapaz, acabei esquecendo de comentar que caso realmente este seja o nosso "derradeiro" ano aqui na terra. Vou tranquilo com relação a esta lista, já que realizei todas as tarefas ainda "mininu" hehehe.
ResponderExcluirE Confesso que a que mais sinto falta é a de visitar a Serra, a sensação é indescritível.
Se esse for realmente nosso derradeiro ano aqui na terra vou tranquila com relação a tudo.
ResponderExcluirSério, Sara, você também já fez tudo? Achei que não tinha nem comido o salgado de Valdecir ainda, haha. Brincadeira. Você é uma danada!
ResponderExcluirPoxa, Michael, deve ser muito bom mesmo.
Ainda não visitei a serra. Sempre sonhei com isso.
Vou ver se consigo antes do fim. :(
Não, João... fiz só 2 ou 3 da sua lista e claro q o salgado de Valdecir inclui-se (e aprovo) na minha lista de feitos.
ResponderExcluirO q quis dizer foi: "mesmo sem ter feito tudo vou tranquila ainda assim", entende? A paz é interior.
Lembrei agora:
"São mais vastos os espaços interiores a serem navegados do q os espaços exteriores onde os homens poderão um dia lançar suas naves espaciais." Collins - astronauta.
Mas a serra, depois de ver umas fotos no álbum de Patrício, tbm fiquei com vontade, quem sabe na trilha q provavelmente vão organizar no meio desse ano.
abraço!
Falta de assunto é foda!!
ResponderExcluirÉ verdade. Mas sabe o que é mais foda ainda?
ResponderExcluirUma bicha enrustida vir aqui dizer que "falta de assunto é foda".
Das duas, uma: Ou é muita falta de assunto, ou, falta de quem te fôda.
Em qualquer hipótese, FODA-SE!
PS: Se for por falta de quem te fôda é só me mandar um e-mail. Se pedir com
jeitinho eu faço a caridade. Um abraço!
Eu sabia que tu era baitola. faz profissão né!
ResponderExcluirnum precisar nem pedir com jeitinho, porque ja corre atras!
mais quero não! cagado como vc nem pensar!
É o que, criatura? Entendi nada que você escreveu.
ResponderExcluirFaz assim: Aprenda a escrever e depois volte, de preferência
quando não tiver medinho de mostrar quem é.
Um abraço.
Amigo, acrescente: "não se pode morrer sem ver árvores coloridas". :)
ResponderExcluirE claro, tem q estar sem substâncias suspeitas no organismo.
Bjo e boa semana!
Concordei naquele dia, Sara. Mas vou fazer melhor, vou escrever um poema ou
ResponderExcluirtexto que levará esse título: "Não se pode morrer sem ver árvores coloridas"
Agora não prometo que escreverei sem o efeito de substâncias no organismo.
(Algumas doses de qualquer coisa LÍCITA, para não assustar)rsrs
bjãO
Bora!
ResponderExcluirEu ajudo...
a encher o copo :)